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Regra Brasileira x Regra Inglesa
Regra Brasileira x Regra Inglesa



Depois de muito pesquisar, ouvir, refletir e acima de tudo viver estes problemas da Sinuca no Brasil e no Mundo, resolvemos criar uma matéria que pudesse esclarecer o que ocorre no Esporte Sinuca atualmente no que diz respeito a REGRAS.

Estamos certos que em breve talvez possamos modificar a regra a fim de que ela possa proporcionar mais beleza, mais dinamismo e porque não dizer mais profissionalismo!

Gostaria que todos lessem essa matéria e ao final escrevessem o que pensam, certamente pode não achar valioso o que tem a dizer, mas certamente nós e todos que lerão vão discordar, sua participação é fundamental para que num futuro próximo possamos melhorar ainda mais a Sinuca, especialmente no Brasil.


Esta matéria tem apenas a finalidade de mostrar as características para cada regra, não estamos aqui para dizer qual a melhor ou a pior, você dirá ao final da matéria escolhendo a regra que permite o jogador ou ao esporte, a beleza e por fim a qualidade do jogador para cada regra!

As duas regras possuem suas deficiências e qualidades, precisamos apenas entender cada uma para que com certeza de informações possamos escolher para nós qual é a melhor.

Ao final da matéria colocaremos uma enquete para verificarmos pelo voto qual é a regra mais jogada ou de maior aceitação no Brasil.

Regra Brasileira (Regra Antiga)

Regra jogada com bolas de 1 a 7 mais a tacadeira, esta regra foi uma derivação da regra inglesa adotada aos moldes de nossas mesas, além de dar ao jogo mais dinamismo.

Qualidades
• Proporciona aos expectadores uma partida mais simples de entender;
• Quando jogado por Atletas de Alto Nível com freqüência partidas são trancadas;
• O jogo é quase sempre no ataque, a bola de defesa será jogada somente quando jogada na bola da vez, as numeradas sempre no ataque;
• Não existe retorno e sim a possibilidade de passar a jogada sempre que cometido uma falta ou jogar em uma bola numerada;
• Não existe fundamento utilizar a bola numerada como de defesa depois de encaçapar a bola da vez (encostar atrás da bola numerada);
• Os Grandes Torneios Brasileiros “Não Oficiais” acontecem nesta regra, pelo fato de gerar menos dúvidas, não gerar tanta polêmica e principalmente por apresentar uma sinuca mais voltada para o esporte e não para a má utilização da regra.

Deficiência
• Existem poucas mesas adaptadas para a regra, hoje a maioria das mesas foram modificadas para a Regra Inglesa;
• Não são mais praticados Torneios e nem Campeonatos Oficiais;
• Não é difundida a regra paras crianças e adolescentes que jogam sinuca;
• A Confederação e as Federações com exceção da Federação do Distrito Federal atualmente não disputam nenhum Campeonato Brasileiro, Estadual respectivamente na Regra Brasileira;
• Nos dias de hoje ela é definida como regra complementar.

Ponto da Sinuca



SINUCA BRASILEIRA: chegando ao nosso País o original snooker passou pela improvisação do brasileiro, que o transformou radicalmente ao longo dos anos, reduzindo o número de bolas vermelhas, aumentado o diâmetro das bolas para 5,4 cm e modificando as normas para tornar o jogo mais rápido e dinâmico, resultando também na redução técnica para a sua prática. Assim surgiu a sinuca brasileira, regra só aqui conhecida. Nenhum país no mundo conhece a nossa regra, nem mesmo os nossos vizinhos latino-americanos. Ela tem as mesmas finalidades que o snooker, mas usa apenas uma bola vermelha e admite normas bastante flexíveis, que dão acentuada amplitude à correção das falhas na técnica das jogadas. Foi novamente tornada oficial no Brasil, agora como regra complementar e proibida para uso nos jogos infanto-juvenis e nas categorias superiores. A sua prática ainda predomina em todo o nosso território.

Paulo Dirceu Dias




Regra Inglesa

Regra que utiliza 6, 10 e 15 vermelhas, regra importada da Europa, foi trazida para o Brasil e substituiu a regra brasileira nos anos 90, mas precisamente em 1996 e atualmente é a regra utilizada em torneios e campeonato oficiais.

Qualidades
• Algum dia a sinuca brasileira fazer parte da sinuca mundial, ou seja, jogarmos na Europa (Itaro Santos);
• Regra que para atleta de alto nível permite uma apresentação com mais tacadas e qualidade.


Deficiências
• Regra permite que bolas numeradas sejam jogadas na defesa;
• Polêmica no “Retorno” sempre esbarramos nisso, muitas vezes falta conhecimento para avaliar lances em uma partida;
• No Brasil o jogo na regra inglesa é muito sem ação, poucos jogadores conseguem trancar partidas, deixando o jogo monótono, cansativo e principalmente sem técnica;
• Adotamos esta regra no Brasil sem adotarmos as mesas próprias para ela;
• Jogo que no Brasil acaba durando muito tempo uma partida;

Ponto da Sinuca



SNOOKER (Sinuca no Brasil): a partir de modalidades do bilhar francês, pyramids e life pool, o oficial inglês Neville Francis Fitzgerald Chamberlain criou o snooker, adaptando caçapas às mesas, ampliando o número de bolas coloridas e estabelecendo normas específicas. O snooker cresceu e ganhou o mundo, sendo hoje oficialmente praticado em todos continentes. Em alguns países foi alterado, originando outras regras e modalidades. Internacionalmente é jogado com 22 bolas (15 vermelhas) com diâmetro de 5,25 cm, também de uso oficial no Brasil. Em período de adaptação e por usarmos mesas pouco menores que o padrão internacional, adotamos oficialmente a prática do snooker (sinuca) com 6 ou 10 bolas vermelhas. A finalidade no jogo é encaçapar todas as bolas em seqüência ordenada, respeitando normas específicas. É, desde 1996, a regra oficial no Brasil.

Conheça e compare algumas das principais diferenças entre as duas regras:

REGRA BRASILEIRA
REGRA INTERNACIONAL
Mais dinâmica, oferece opção de corrigir uma falha na colocação de branca, por possibilitar jogar a segunda “numerada”, após encaçapar a bola da vez.
De maior apuro técnico, obriga à seqüência de única bola “numerada” após converter uma vermelha e, terminadas estas, à seqüência crescente das bolas 2 até a 7.
O jogo de bolas tem uma só vermelha.
São usadas 6, 10 ou 15 vermelhas, segundo previsto no regulamento do certame.
Permite jogar uma bola numerada para depois visar a bola da vez, na primeira tacada na ação do jogador.
A bola da vez tem que ser a visada na primeira tacada na ação do jogador.
Devem ser cantadas a bola e a caçapa visadas. Quando pretendendo desviar a branca em tabela antes de tocar a bola visada, isso deverá ser cantado.
Apenas a bola visada deve ser cantada, exigência dispensada quando obrigado a jogar a bola da vez. É desnecessário cantar desvios prévios da tacadeira em tabelas.
A penalidade por falta é sempre de 7 pontos.
A pena é igual ao maior valor entre as bolas envolvidas na falta, com o mínimo de 4 pontos.
É vedado jogar bola numerada na defesa.
A jogada de defesa é livre, em qualquer bola na seqüência da tacada.
Não é permitido encaçapar “por telefone” (jogar em uma bola para encaçapar outra).
Entre vermelhas, e estas e uma “bola livre”, é permitido encaçapar “por telefone”.
Retorna ao jogo a bola vermelha convertida com falta.
As vermelhas não retornam ao jogo, mesmo quando convertidas com falta.
Apenas uma bola em cada tacada pode ser encaçapada.
Mais de uma bola vermelha podem ser convertidas, somando-se os pontos.
Na saída a jogada de ataque é vetada e qualquer falta determina a nulidade da ação, obrigando a novo início. A jogada de ataque na saída é permitida e qualquer falta é penalizada.
Não existe a repetição de tacada após falta. Conforme a ocorrência em uma falta, e segundo avaliação do árbitro, o oponente pode exigir que o faltoso volte a jogar, para isso retornando as bolas movimentadas nos seus pontos originais. É o chamado “retorno de jogada”.
Após falta, o oponente pode jogar ou passar a tacada. Conforme a falta cometida e o resultado originado o oponente poderá jogar normalmente, jogar uma numerada qualquer como sendo a bola da vez (“bola livre”), passar a tacada ou, dependendo da ocorrência, solicitar a repetição da tacada do penalizado.
Não é permitido o bi-toque e a condução (“carretão”), salvo quando a branca estiver colada na bola visada. Bi-toque e condução (“carretão”) são proibidos de qualquer forma. Quando a tacadeira está colada à bola visada a tacada deverá afastá-la, sem novo toque.
Paulo Dirceu Dias


REGRAS: POLÊMICA E PROPOSTA DE SOLUÇÃO
Difundida juntamente com a fama dos grandes jogadores de passado não distante, merecidamente reconhecidos como protagonistas de verdadeiros shows e exibições de elevada técnica e perícia nas acirradas disputas que promoviam, a regra brasileira praticada com 8 bolas, entre as coloridas apenas uma vermelha, tornou-se conhecida em todos os cantos e recantos do nosso Brasil. A popularização intensificou-se no período em que a televisão exibia talentos da época, definitivamente consagrando a regra brasileira, que foi nacionalmente reconhecida como oficial em 1986, com a fundação da Confederação Brasileira de Bilhar e Sinuca - CBBS.

O crescimento do número de federações, o reconhecimento da nossa sinuca como esporte oficial, em 1988, alguns insucessos de brasileiros aventurando-se em jogos no exterior, onde nossa regra é desconhecida, a exigência da legislação desportiva, que determina o uso das normas internacionais em certames oficiais, e as reivindicações de destacados jogadores e aficionados da época, em 1996 obrigaram os dirigentes do esporte a implantar e adotar como oficial no Brasil a regra internacional, do snooker, aqui conhecida como “inglesa”, usando nas coloridas 15, 10 ou 6 bolas vermelhas, conforme as dimensões da mesa usada e o regulamento de certame. Em seguida, a regra brasileira também foi novamente reconhecida oficialmente, como complementar. Para conhecer as principais diferenças e características das duas regras sugerimos a leitura de matéria anterior, publicada sob o título “01.09.2005 - Sinuca: Regras Internacional e Brasileira “, que pode ser acessada nesta seção: 01.09.2005 - Sinuca: Regras Internacional e Brasileira.

O uso da regra internacional vem sendo marcado por sucessos e polêmicas! Nas capitais, sob orientação direta das federações, após iniciais dificuldades e demonstrações de má vontade com as “mudanças” necessárias, a persistência no uso evidencia a inegável superioridade técnica, e a regra internacional é adotada definitivamente, com os iniciais “inimigos” da “novidade” tornando-se fieis adeptos e passando a evitar os jogos na tradicional regra brasileira. Embora com poucos anos de uso e prática, a adoção da regra internacional já consagrou diversos jogadores brasileiros no exterior, com excelentes e vitoriosos resultados, comprovando a correção na sua oficialização!

Entretanto, principalmente no interior dos estados, a regra brasileira ainda é usada e preferida pela enorme maioria dos praticantes. Essa forte e acentuada predominância vem trazendo conflitos com a minoria das capitais, que são agravados por desconhecimentos técnicos, práticos e legislação desportiva, originando polêmicas e incentivando tentativas de retorno ao passado, com intenções de mais uma vez desvirtuar normas oficiais, por atos desportivamente incorretos e irregulares. Vem sendo articulada a aplicação de modificações nas regras internacionais, excluindo normas e criando outras!

Essa irresponsabilidade já está acontecendo na prática, com o uso deformado da norma internacional em diversos eventos! A malversação de regras e normas, que no passado aconteceu sem a orientação e acompanhamento de órgãos dirigentes, transformando a regra “inglesa” e criando a “brasileira”, novamente pode acontecer, agora oficialmente! Sem dúvida é prática temerária, desaconselhada e legalmente proibida!

Os dirigentes do nosso esporte tem o direito - e dever - de, coletando e respeitando opiniões dos praticantes, realizando avaliações em comissões técnicas e votações em reuniões e assembléias de federações e confederação, praticar alterações nas regras e normas brasileiras, adequá-las às nossas necessidades desportivas, extingui-las e/ou criar novas. Não o podem fazer com as regras internacionais, cuja administração é reservada aos órgãos dirigentes mundiais. Podemos sim, nas normas internacionais incluir pequenas adaptações que facilitem seu uso inicial e aprendizado, como praticado na sua implantação, mas de forma que seus fundamentos técnicos e práticos não sejam atingidos e desvirtuados. E, apenas uma das atuais tendências e propostas, de excluir da regra internacional o “retorno de jogada”, muda completamente a sua prática, deformando-a e transformando-a em outra regra.

Nos estados é grande a polêmica! Os praticantes de maior apuro técnico, minoria, reconhecem o valor e necessidade da regra internacional e não abrem mão de seu uso! Os jogadores medianos e iniciantes, quase a totalidade dos praticantes, ainda adotam a regra brasileira e só ela usam! Significativa parcela se mantém em condição intermediária e quer fazer modificações na regra internacional. Outros, em número não menos acentuado, não compreendem ou não querem entender a necessidade do crescimento desportivo, que exige renovação de conceitos, alterações em mesas, caçapas e marcas, e, desconhecendo as razões que as fundamentam, arvoram-se em críticas e condenações que não trazem benefícios ao esporte e somente prejudicam, muito. Entre esses grupos e os dirigentes instala-se a polêmica!

Como resolver? Ponderemos!
Os esportes de grande destaque adotam as normas internacionais, se aperfeiçoam por meio de adequações, criam novas regras e modalidades adicionais e complementares, diversas com enorme sucesso, adaptam-se à condições que favorecem a prática e crescimento desportivo, enfim, estão sempre “mudando”, são dinâmicos! O nosso esporte internacionalmente reconhece e envolve diversas regras e modalidades, a exemplo do bilhar (carambola) e suas dezenas de modalidades, o pool, com várias versões, o snooker, nossa regra internacional, também identificado como “regra inglesa”, e outras. Destaco especialmente o pool, que há alguns anos criou nova modalidade, batizada como “bola 9”, cuja prática cresceu rapidamente e hoje é reconhecida internacionalmente, promovendo os maiores e mais concorridos campeonatos mundiais, com grande apoio da mídia e volumosos prêmios e patrocínios. É a recompensa do dinamismo!

Entendo que a solução para as nossas dificuldades está em focar a futura intensificação no uso das normas internacionais usando o dinamismo, por meios que proporcionem assimilação e aprendizado progressivos, com etapas simplificadas, induzindo o praticante à atingir a meta maior sem necessitar mudanças abruptas e traumáticas. Para melhor interação, algumas das propostas necessária à esse caminho necessitam aqui ser destacadas.
Na regra internacional, excluir as adequações que fizemos para facilitar a implantação entre nós, passando a usa-la na íntegra internacional original, e rebatiza-la sob o nome de “snooker”, como é identificada mundialmente, dessa forma evitando dificuldades de identificações e facilitando a comunicação, principalmente em razão de proposta que seguirá.
Manter como está e internacionalmente é usada, as regras do pool e suas modalidades, bola 8, bola 9 e 14x1.

Igualmente manter como está, na forma internacional, as diversas modalidades do bilhar (carambola).
Manter o nome e uso da nossa querida e tradicional sinuca brasileira, fazendo nela apenas mínimos ajustes “finos”, que em nada modificam seus fundamentos e prática, ampliam as similaridades entre as regras e facilitam o aprendizado e uso, nestes casos ficando iguais para o snooker, regra brasileira e na proposta que seguirá, a exemplo de:
a) como no snooker, por ser mais coerente, identificar as bolas de valor numérico como “coloridas” em lugar de “numeradas” (numeradas são as do pool, literalmente, que assim devem continuar identificadas);
b) como no snooker, não reconhecer as tabelas de mesa como obstáculo para avaliação de situação de sinuca nas saídas de partidas;
c) proibir a condução (“carretão”) também quando a tacadeira está colada à bola colorida, adotando os critérios do snooker para essa ocorrência;
d) quando existindo em jogo apenas a tacadeira e a bola 7, adotar as mesmas condições e normas do snooker (são mais coerentes); e,
e) substituir alguns termos de identificação, poucos, que nada alteram na regra e facilitam o aprendizado do iniciante, proporcionando ampliação nas padronizações.
Com uso independente e individual na prática, mas possibilitando vínculos em procedimentos desportivos, criar rankings nacionais, estaduais, regionais e locais para cada uma das regras e/ou modalidades; regra brasileira, snooker, pool, bilhar e outras.
Promover e estimular igualmente o uso e prática das diversas regras e modalidades, com o tempo identificando as preferências naturais dos desportistas e aficionados, então aplicando maior dinamismo às realizações com maior preferência e interesse do esporte.
Permitir que os promotores e realizadores de eventos e certames, entre as reconhecidas escolham livremente as regras e modalidades que usarão em sua atividades.
Para reduzir o impacto, hoje traumático, na transição entre a regra brasileira e o snooker, e facilitar o aprendizado teórico, prático e técnico, possibilitar uma etapa intermediária, testando, avaliando e sujeitando à votações a criação e reconhecimento de mais uma regra nacional, mesclando a regra brasileira e o snooker, deste conservando a indução à maior e melhor técnica e, da nossa regra brasileira mantendo o dinamismo e “mataria” que tanto cativa o brasileiro, chamando-a de “sinuca mista” ou algo similar. Existe uma proposta para ser avaliada, com link a seguir indicado.

Aproveitar a criação da comissão técnica especial, necessária à avaliação de tais propostas, e discutir a questão da unificação ou não das posições de marcas no campo de jogo para as três regras, snooker, sinuca brasileira e sinuca mista, assim como as características das caçapas, definindo oficialmente a padronização única e/ou múltipla. Tais assuntos são igualmente polêmicos e existem fortes argumentos para ambas opções, merecendo comentários específicos, que serão tema para próxima coluna.
Sobre a criação da nova “Sinuca Mista”, seguem alguns argumentos.
a) A grande dificuldade do praticante da regra brasileira em jogar o snooker é o aprendizado das suas normas e a adaptação às condições técnicas, uma vez que entre ambas as diferenças são fortemente acentuadas e demandam paciência, insistência, condições pertinentes e bom tempo para assimilação.
b) Essas dificuldades sempre desestimulam o praticante que, sem orientação capaz e conhecimento necessário, geralmente desiste em mínimas tentativas, abandonando a oportunidade de avanço técnico significativo.
A “sinuca mista” será o estágio intermediário, com as menores variações proporcionando aprendizado facilitado ao jogador da sinuca brasileira, que depois, familiarizado com a prática da “sinuca mista”, poderá fazer a transição para o snooker com maior facilidade.
c) As atuais, anormais e indesejadas propostas de implementar modificações nas regras internacionais poderão ser abandonadas, uma vez que teremos uma regra nacional com as características importantes do snooker, sem as condições que estão gerando as atuais polêmicas, a exemplo do “retorno de jogada”, e com o dinamismo da regra brasileira, que manterá o atrativo para a maioria dos praticantes.
d) Uma vez aprovada, se futuramente identificarmos alterações que se mostrem necessárias, para seu aperfeiçoamento e prática, poderemos faze-lo oficialmente, pois trata-se de regra nacional.
Os eventos que hoje estão sendo realizados com a regra internacional deformada, e por essa razão ignorados e/ou rejeitados pelas entidades dirigentes do esporte, que não podem reconhece-los, passarão a ter a chancela oficial, pois usarão uma regra brasileira oficial. Estarão eliminados os conflitos hoje gerados.
e) Ao usar a regra da sinuca mista, os praticantes da regra brasileira manterão suas características principais e dinâmicas, com poucas modificações e a vantagem de ampliar a eficiência técnica que futuramente facilitará o uso prático da norma internacional integral, e mais facilmente assimilarão as condições importantes do snooker.
Com tal aprovação:
f) estaremos respeitando a vontade daqueles que preferem a regra brasileira, que será mantida e estimulada;
g) atenderemos aos que preferem a regra internacional, mantendo o snooker como oficial e meta do desportista mais técnico e das entidades dirigentes;
h) adicionalmente estaremos oferecendo facilidades para que os praticantes da sinuca brasileira e da sinuca mista oportunamente aprendam o snooker de forma facilitada, sem grandes traumas; e,
i) dinamicamente estaremos oferecendo mais uma opção aos praticantes do esporte.
Então, passaremos à ter:
j) Sinuca Brasileira;
k) Sinuca Mista;
l) Snooker;
m) Pool, nas modalidades Bola 8, Bola 9 e 14x1;
n) Bilhar (Carambola), nas suas várias modalidades;
o) e outras que possam surgir, nacional e/ou internacionalmente.
Existem dificuldades, restrições ou perigos em eventual inovação oficial? Não os vislumbro! Se o tempo mostrar que novas modalidades não agradam, bastará altera-las ou excluí-las. Poderemos e deveremos fazer isso, à bem do esporte. Isso acontece com outras atividades desportivas!

Paulo Dirceu Dias


Creio que quase tudo das duas regras (Brasileira e Inglesa) tenha sido abordado com exceção de algum material em vídeo, creio que possamos visualizar de forma mais concreta qual regra adotar! Seguem alguns vídeos e comentários...


Sinuca Regra Brasileira

Pérola da Sinuca Brasileira

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Sinuca Regra Inglesa

Pérola da Regra Inglesa

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Algumas mudanças propostas:

1º Não Utilizar Bola Numerada Para Defesa Direta - Regra Inglesa






Será que a falta de técnica deverá ser associada a má utilização da regra? Será que para uma criança que inicia na sinuca com 6 a 8 anos sofrer este tipo de situação motivará sua jornada positiva na sinuca? ou deveríamos orientá-la a fazer o mesmo? Onde está o esporte nesta situação? Perguntas como essas devem nos permitir a reflexão para a mudança!

Comparamos com o Futebol, quando um jogador não consegue driblar, pois lhe falta a técnica necessária para tal e então perde a bola, automaticamente segura o adversário pela camisa e o juiz não vê, é valido, mas não tem nada de esporte nisso!



Porque Hendry não utiliza o mesmo recurso que Ebdon utilizou diversas vezes durante a final do UK 2006, quando ele perdia por 6 x 8? Será que ele entende que isto não representa esporte, mesmo a regra o permitindo? Veja que encontramos Hendry em situação desfavorável e não utilizou a bola 4 ou 2 como fuga para sua falta de técnica em posicionar a tacadeira! Nesta hora pensamos... Quanto dinheiro valia? Qual o título que estava em jogo? Hendry não pensou em nada disso apenas tentou colar a tacadeira na tabela e passar a vez a seu adversário, Hendry perdeu, mas para nós ele foi o campeão do UK 2006!

Obs: Isto ocorre somente na Regra Inglesa, pois na Regra Brasilera as numeradas, ou seja, a bola que não for a da vez, deverá ser obrigatoriamente ser jogada no ataque!


2º Não Validar Bola Encaçapada Que Não Seja Cantada - Direta Ou Com Utilização De Tabela
Regra Inglesa e Regra Brasileira

Neste caso os próprios jogadores não se sentem bem com a validação de uma bola encaçapada de forma diferente da desejada por eles, a maioria destes atletas preferem a punição ao continuar jogando, na Regra Inglesa ocorre com mais freqüência pelo fato de valer a bola em qualquer caçapa, já na Regra Brasileira vale apenas na caçapa indicada! A Regra Inglesa existe já há algumas décadas, mas nos perguntamos porque não sofreu alteração? Fica a dúvida...

Existe uma proposta de mudança para a Regra Inglesa no Paraná, nosso Presidente Atual Ademir Wollmann fica numa "Sinuca de Bico"quando tocamos neste assunto, segundo o Presidente a Regra Inglesa existe a anos e talvez já tenha sido previsto todas as possibilidades, então afirmou : "Talvez seja mais sensato que permaneça assim..."

Porque nossa Sinuca atualmente não é televisionada aqui no Brasil? Será que a televisão gostaria de ver um jogo onde de cada 10 tacadas 6 são utilizar a bola numerada como defesa de forma direta e as outras 4 seriam bolas encaçapadas em lugares não planejados? Talvez por essa razão também a sinuca talvez não seja televisionada...

O Ponto da Sinuca acredita que a EVOLUÇÃO está diretamente ligada a MUDANÇA, quando não existe mudança não existe evolução, talvez sejamos nós que devamos dar esse passo, talvez nós tenhamos que unir forças para melhorar a Sinuca, nossa proposta é que Não se permita estas duas situações mencionadas na matéria, para nossa sinuca ficar mais com cara de esporte. De fato não podemos modificar uma regra que não tenha sido criado por nós, contudo atualmente não jogamos a "Regra Inglesa" na íntegra aqui no Brasil, jogamos uma regra modificada, pedimos agora que sejam aparadas estas arestas para que esta regra modificada possa tornar mais maravilhoso este lindo esporte que é a SINUCA.

Levamos ao conhecimento de Paulo Dirceu Dias (PDDias), Presidente da Federação Paranaense Ademir Wollmann e Nélio Velasques, para que manifestassem suas opiniões diante desta matéria, e resolvemos dividir com vocês suas respostas, seguem os emails:


Ademir Wollmann
Olá, Amigos,

Há tempos que tenho expressado minha opinião, sem entrar no mérito de qual regra é a melhor. O comparativo das regras, feito pelo Paulo Dirceu, é excelente, e pouco poderemos acrescentar.
Tenho colocado que independentemente de qual regra é praticada, a sinuca só evoluirá se as mesas, entendendo-se abertura das caçapas e marcas das bolas, tiverem dentro de um padrão. Muitos investiram em compra ou adaptação das mesas para o padrão internacional, e é irreversível. Não se poderia cogitar que clubes ou salões tivessem mesas para a brasileira e outras para a internacional.
Não interessa se para a regra brasileira, o jogo ficaria muito fácil. No Brasil inteiro, temos não mais que uma centena de atletas que têm a capacidade de trancar partidas, em função da abertura ou não das caçapas. Nosso objetivo deve ser pautado não por uma centena de atletas, que jogam apostado e que gostariam de que as caçapas sejam apertadas, mas sim por milhões de praticantes, amadores, que sentiriam muita satisfação de matar as bolas, e que não gostariam de ter dificuldades maiores em seu jogo.
Se eu fosse dono de salão, teria apenas mesas nas quais meus clientes tivessem satisfação em jogar, e não para que alguns poucos pudessem jogar "vida" de uma maneira mais amarrada, em que prevaleça a defesa. Ou seja, não teria mesas com caçapas apertadas.

Mas voltando à questão de alteração na regra internacional, reafirmo que a questão não é a regra; é a impossibilidade de termos árbitros com perfeito conhecimento e que possam aplicar a regra internacional na íntegra.
Então, temos que encontrar uma alternativa interessante para convivermos sem a necessidade de árbitros, que resume-se na questão do retorno.
A que me parece mais interessante é o impedimento de jogar em bola numerada com o objetivo de defesa, tentando ganhar pontos na sinuca.
Por outro lado, é de certa forma injusto, se o atleta mata uma vermelha, e contrário à sua vontade, não consegue preparar nenhuma bola numerada para jogar. Se não puder descartar, será penalizado e poderá até perder a partida.

Considerando estes aspectos, a minha proposta, que levarei à assembléia no final do ano, é possibilitar que o atleta tenha uma outra oportunidade de sequência, podendo matar uma segunda vermelha, e preparar para uma numerada.
A sinuca, para valer, somente se jogada na bola da vez. Não teria retorno, e propiciaria a possibilidade de jogar Free Ball, sempre. A penalidade continuaria sendo o mínimo de 4 pontos.
Se jogar em bola numerada, mesmo ofensivamente, e deixar o adversário em situação de sinuca, não seria uma falta, podendo o adversário passar a jogada.

Abraços,

Ademir


Paulo Dirceu Dias
Olá Rodrigo.



A iniciativa é válida e correta! Só poderá trazer benefícios ao esporte, portanto, deve ser publicada.



Lembro apenas que:



1. o Snooker é reconhecido internacionalmente e regido por normas aprovadas por entidades dirigentes também internacionais e, por isso, não podemos e não devemos fazer alterações na mesma, que venham modificar seus fundamentos. Em oposto, devemos excluir os ajustes incorporados para a implantação no Brasil, mantendo-a como no original;
2. já a regra brasileira, nossa, pode ser alterada por meio das entidades dirigentes do esporte, que tem plena autoridade para isso, podendo e devendo avaliar todas as sugestões feitas por desportistas, dirigentes, profissionais e amadores;
3. essas condições e a indiscutível importância de ambas, motivaram a proposta de;
1. manter a regra nacional, por ser dinâmica, bonita, conhecida e com predominante preferência no território nacional;
2. manter a internacional, em função de considerar futuro crescimento do esporte no Brasil e a conseqüente e necessária integração mundial;
3. incentivar uniformemente as duas regras, permitindo a livre escolha de jogadores e promotores de eventos; e,
4. criar uma regra nacional intermediária, também oferecida como opção de livre escolha.



PDDias.



Gostaria de sua opinião sobre sua Regra favorita!